Quando a política chega ao relvado

Avenida Brasil 10-11-2018 09:19
Por João Almeida Moreira

No São Paulo - Flamengo essencial para o Brasileirão, o ex-benfiquista Diego Souza abre o placard. E comemora batendo a continência e fazendo sinal de uma arma com a mão, os símbolos da candidatura de Jair Bolsonaro. O São Paulo reage: «A manifestação do atleta não representa a posição da instituição». Diego também: «Espero que respeitem a minha opinião, como eu respeito a de todo o mundo». O caso chega depois de Raí, ídolo do clube e diretor desportivo, ter dito ao L´Équipe que ficou «triste» com a vitória eleitoral de um candidato «que já manifestou valores absurdos e repugnantes». É a política a chegar ao balneário.

Interatividade, a nova praga

Artur Jorge dizia que ouvia música clássica enquanto assistia a jogos na TV. Faz sentido porque hoje em dia, pelo menos no Brasil, além de narrador e comentarista, o espectador ainda tem de ouvir as opiniões irrelevantes de dezenas de internautas que interagem via twitter e outras redes. No Arsenal-Liverpool, o narrador Marcelo do Ó, da Rede TV, mandou um abraço para um espectador da longínqua Osaka, no Japão. «Temos aqui um abraço do Japão, do Tekomo Nakama, de Osaka», afirmou, sem se aperceber do trocadilho infantil no nome que acabara de ler ao vivo. No próximo jogo, a opção é entre Beethoven ou Bach.   

Tremor de terra na Argentina

O Brasil não tem representante na final da Libertadores. Mas nem por isso os torcedores brasileiros, como os do mundo todo, estão menos animados: afinal é um Boca-River, talvez o maior de todos. Na Argentina, claro, a animação ultrapassa os limites. Conta o bogue do UOL Patadas e Gambetas que os órgãos públicos de saúde já pediram aos cerca de 70% de argentinos que torcem pelos dois clubes para ter cuidado com o coração. «Deve aumentar em 30% o risco de ataque cardíaco», disse Jorge Tartaglione, da Fundação Cardiológica da Argentina. «É um stress semelhante ao de terramotos e bombardeios», comparou. 

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