Maracanã sem pés...nem cabeça

Avenida Brasil 29-12-2018 09:44
Por João Almeida Moreira

Um estádio que devia ser património mundial, como o Maracanã, tem andado os últimos anos a mudar de dono, da concessionária para a prefeitura do Rio e vice-versa. Resultado: um dos seus maiores ícones, espécie de calçada da fama, onde craques eternos como Pelé, Garrincha, Eusébio ou Beckenbauer deixaram a marca dos seus pés, está ao abandono. Os registos dos pés de Sócrates, Bellini, Nilton Santos, Zinho ou Pepe, por exemplo, desapareceram. E os de Kaká, Romário, Renato Gaúcho e Zito revelam danos. Uma situação sem pés nem cabeça.

Luiz Eduardo Rodolfo Ferreira Landim Machado

Haddad? Bolsonaro? Não, no Flamengo, por meses, só se falou na eleição do clube. Por entre projetos e ataques, os nomes dos candidatos ficaram na cabeça da nação rubrinegra. Especialmente, claro, o do vencedor, Rodolfo Landim. No dia da posse, o speaker anunciou-o com pompa aos microfones: «Anuncio o senhor presidente eleito Luiz Eduardo Ferreira Landim». Landim aproximou-se, rindo, pelo erro no nome. «Perdão, houve erro de digitação, é Luiz Rodolfo Ferreira Landim». Landim riu-se mais ainda, para não chorar pela desorganização que o espera. «Não? Ah, Luiz Rodolfo Landim Machado», retificou. À terceira foi de vez.  

Silas lidera lista dos escondidos

Os estaduais vão começar Brasil afora, envolvendo centenas de clubes e, portanto, centenas de treinadores. Alguns já estiveram em alta mas andam agora perdidos em competições menores no país profundo. Exemplos? Silas, antigo craque do Sporting e ex-treinador de Flamengo ou Grêmio, vai orientar o modesto Tubarão, do Paraná, um clube empresa. Não é o único: Antonio Carlos Zago, glória da Roma, que chegou a treinar Palmeiras e Internacional, está no Red Bull, de São Paulo. E Athirson, que passou pelo Fla e pela Juventus enquanto jogador, é o mister do Goytacaz, do Rio.
 

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