O minimíssil aleatório

Avenida Brasil 27-07-2019 08:40
Por João Almeida Moreira

Eis a frase da jornada 11 do Brasileirão: «O meu golo foi um minimíssil aleatório.» O autor é Marinho, atacante do Santos, logo após, com o seu minimíssil aleatório da entrada da área na casa do Botafogo, atingir o rival Palmeiras no topo da classificação. Marinho, conhecido como sabia não, é o rei das entrevistas pós-jogo. Há três anos, ficou na memória a reação que lhe valeu a alcunha. Depois de golo decisivo pelo Ceará e comemoração sem camisa, soube pelo repórter que o amarelo correspondente o tiraria do jogo seguinte. «Merda!», começou por disparar, qual míssil aleatório, ao microfone: «Estava pendurado? Sabia não...»

História de redenção


No futebol, como na vida, às vezes há segunda oportunidade. O primeiro parece mais emocionante do que a segunda porque ela pode surgir em 90 minutos. Juninho, do Fortaleza, atrasou a bola do meio-campo para o guarda-redes Felipe Alves, que se deixou sobrevoar. Um autogolaço a favor do Atlético Mineiro. Minutos depois, Juninho bateu o penálti que estabeleceu o 2-2, depois da sua equipa ter estado a perder 2-0, e chorou. E Alves, o segundo vilão da história, defendeu um penálti, saindo da linha antes do tempo, e logo a seguir o penálti repetido.

Quando a paixão de torna num crime


EM nome da paixão permite-se tudo. Na última jornada do Brasileirão, adeptos cobardes do Flamengo rodearam o capitão Diego num aeroporto por ele ter falhado penálti. Mas e o que dizer do Gre-Nal, o dérbi entre Grêmio e Internacional jogado na casa deste, em que adeptos colorados empurraram uma mãe e um filho de nove anos, a chorar desesperado, só porque ele estava vestido com as cores do tricolor? Felizmente, graças a uma réstia de bom senso, a camisa foi devolvida, a direção do Inter repudiou o ato de ódio  e até colorados famosos se disponibilizaram para oferecer adereços tricolores ao garoto.   
 

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