Pança de cadela com muito orgulho

Avenida Brasil 24-08-2019 08:53
Por João Almeida Moreira, correspondente no Brasil

Douglas, campeão da Taça dos Libertadores por Corinthians e Grêmio, é considerado, aos 37 anos, um dos últimos representantes do jogador de futebol do tipo bom malandro. Provoca os rivais, já se fotografou pelado, manda beijos para fãs e admite uma queda pela cerveja. «No início levava a mal mas agora já levo numa boa», disse em entrevista ao portal UOL, a propósito da alcunha Pança de Cadela que os torcedores lhe colaram. E aos que o criticam por jogar sem alma, ele responde: «Quer alma vai no centro espírita, não no estádio.»

' Zadok the Priest' em Pernambuco
Quem foi ao Estádio Ademir Cunha, em Paulista, cidade nos arredores de Recife, Pernambuco, assistir ao jogo do Íbis com o Porto de Caruaru para a segundona estadual teve uma surpresa. Não, o Íbis não ganhou, para não atrapalhar a fama de pior clube do mundo que orgulhosamente carrega. A surpresa foi musical. Antes da bola rolar, os adeptos ouviram a versão moderna de Zadok The Priest, o hino composto no século XVIII pelo germano-britânico Handel, isto é, o hino da elegante Champions League. Os adeptos e até os jogadores caíram na gargalhada. 

Gavião do norte bate elefante branco 
Que torcidas levaram mais gente à Arena Amazônia, estádio erguido para o Mundial-2014, em Manaus? Não, não foram Vasco e Fla, respetivamente a quinta e a primeira torcidas do Brasil em número, que jogaram lá em 2016 para o Brasileirão. E não, não foram Itália e Inglaterra, respetivamente tetracampeã e campeã do mundo, em jogo daquela Copa. A resposta é, desde domingo passado, Manaus e Brusque. Na final da Série D, 44.896 adeptos foram ver a derrota do primeiro para o segundo nos penáltis. A melhor notícia é que graças ao súbito entusiasmo pelo Gavião do Norte, a Arena deixou de ser mais um elefante branco.
 

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