Mercedes apresenta (e já rodou) o novo carro

Fórmula 1 13-02-2019 17:30
Por Auto Foco

A Mercedes revelou o novo carro de Fórmula 1 para o Mundial de 2019. A apresentação do W10 decorreu, como tem sido habitual pelo construtor alemão, no circuito britânico de Silverstone, a apenas algumas dezenas de quilómetros da sua fábrica-sede, em Brackley, e na ocasião os pilotos Lewis Hamilton e Valtteri Bottas já rodaram com o monolugar para exibição aos jornalistas e convidados.

O Mercedes W10 não rompe com o antecessor, na estrutura e na decoração, como era previsível, mas apenas com adequação aos novos regulamentos técnicos para a próxima temporada, como a nova asa dianteira simplificada, com menos apêndices aerodinâmicos e 200 mm mais larga e 20 mm mais alta, e a asa traseira, agora 100 mm mais larga e 20 mm mais alta.

  

O chefe da equipa Mercedes F1, Toto Wolff, declarou que as alterações aerodinâmicas nos monolugares aumentaram a pressão sobre o construtor germânico, no seu objetivo de se manter na liderança pelo sexto ano consecutivo.

“A temporada de 2019 será um novo desafio para todos nós”, afirmou Wolff. “As regras mudaram de forma bastante substancial, obrigando-nos a começar do zero e por isso impõe-nos que provemos a nossa competitividade novamente – apesar das nossas próprias expectativas estarem obviamente elevadas e porque os nossos concorrentes certamente continuarão fortes”, acrescentou o patrão da equipa da estrela.

Precisamente, sobre os principais adversários, que têm sido a Ferrari e a Red Bull nos últimos anos, Wolff, esteve, como é seu hábito, moderadamente otimista. “Na verdade, com as alterações para esta temporada, todas as equipas terão a mesma oportunidade de lutar pelo título e vemo-las, todas, como potencial ameaça à nossa hegemonia”.

E continuou: “Estamos ansiosos por começar os testes de pré-temporada em Barcelona, para fazer as nossas simulações e ver se as nossas previsões se materializam na pista.”

A Mercedes informou ter decidido proceder a um profundo desenvolvimento do motor para o W10 de 2019. Andy Cowell, chefe de operações de motores da equipa explicou o motivo: "Fizemos alterações na arquitetura do sistema de refrigeração da unidade de potência, o que esperamos que traga benefícios aerodinâmicos ao carro e também, naturalmente, à eficiência do motor”.

“Fizemos avanços na eficiência da combustão e no ERS. A ligação entre o conjunto do turbocompressor com o MGU-H, o inversor e o MGU-K é agora capaz de operar com mais eficiência e de reter e debitar mais energia”, afirmou o técnico.

Uma das alterações nos regulamentos da F1 para 2019 é a que permite que os carros possam levar até mais 5 kg de combustível. Cowell sugeriu que a Mercedes não opte por atestar os 110 kg do novo depósito, devido à desvantagem resultante do peso superior.

"Se temos um motor eficiente, beneficiando de aerodinâmica eficiente, e se permite economizar combustível, então temos a oportunidade de começar a corrida com menos de 110 kg", reconheceu.

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