«Os dias a seguir à saída da Elite foram muito difíceis»

Surf 15-03-2019 08:30
Por Gabriela Melo

«Por vezes dá-se um passo atrás para dar dois à frente», diz Frederico sobre o regresso à casa de partida, o circuito mundial de qualificação, para tentar reentrar na elite. Dois anos entre os melhores do mundo e a competir nas melhores ondas do planeta terminaram de forma «frustrante». Mas Kikas já se está a levantar.

O português terminou a segunda época no circuito profissional no 23.º lugar, o primeiro de despromoção ao circuito de qualificação. Porém, aparece na lista de três suplentes composta ainda pelo brasileiro Caio Ibelli e pelo australiano Ethan Ewing.

- Como encara este regresso ao circuito mundial de qualificação (WQS), a obrigá-lo a passar por tudo de novo para reentrar na elite mundial (WCT)?
- Este regresso não é bom porque o WCT é bem melhor. Mas gosto de acreditar que, se consegui uma vez, posso repetir. A vontade continua cá, adoro surfar e competir, no WCT ou no WQS. A vontade será sempre a mesma, agora com um objetivo novo, a requalificação. Creio que correrá bem.

- É o primeiro da lista de eventuais substitutos dos surfistas da elite. Está à espera de uma desistência?
 -Embora esteja como alternate para o WCT, a minha época passará pelo WQS. É o meu foco. O resto seria depender das contingências de outros surfistas, o que é chato.

- Já ultrapassou a saída de cena da elite mundial, a um lugar da permanência e afetado por lesão?
- Sair do WCT desta forma é frustrante. E lidar com isso já foi difícil, mas passaram uns meses e estou pronto para seguir o meu novo caminho, que é o WQS. Não faltam exemplos de surfistas que estiveram no WCT, saíram e requalificaram-se. A felicidade ou carreira deles não mudou por causa disso.

- Sentiu dificuldade em lidar com esse desenlace?
- Lidar com a forma como saí do WCT foi difícil. Está implícita toda uma carreira para a concretização do objetivo da qualificação. Conseguir e sair desta forma, para mais a sofrer de lesão impeditiva de fazer o que queria, agrava toda essa frustração. Tenho de admitir que os dias seguintes foram muito difíceis, superfrustrantes... Mas acaba por passar e uma pessoa canaliza isso para outras coisas. Arranja forças outra vez. E não interessa muito a forma como uma pessoa cai mas, sim, como se levanta.

- Considera-se afetados pelas avaliações?
- Senti que sim. Mas devia ter tentado logo dar a volta em vez de ficar um pouco preso a essa situação. 

O campeonato arranca a 3 de abril na Gold Coast da Austrália.


Leia a entrevista na íntegra na edição impressa de A BOLA.
 

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